Alimentação

A carne de animal vivo está com os dias contados

A carne de animal vivo está com os dias contados

Está em prática uma corrida competitiva de empresas e start-ups para desenvolver carne de frango, peixe e carne que não exijam matar animais.

Esse novo tipo de carne feita em laboratório, chamada de carne limpa pelos seus idealizadores, também é chamada por alguns de carne esquisita devido ao processo laboratorial para sua criação, mas os criadores da técnica lembram que a muito tempo processos laboratoriais são utilizados em pesquisas de sabores ou no aperfeiçoamento de embalagens. Portanto, não é justo destacar esse produto específico como associado à ciência esquisita, até porque no mercado da cerveja, por exemplo, sempre tem cientistas para desenvolver e aperfeiçoar as fórmula e nem por isso ela é chamada de cerveja de laboratório.

A carne animal é um hábito que muitos jovens americanos estão dispostos a abandonar. Um quarto dos americanos de 25 a 34 anos agora dizem que são veganos ou vegetarianos, o que levou The Economist a proclamar 2019 como o ano dos veganos. A Burger King apresentou um Whopper feito a baseado de plantas. É verdade que o frango cultivado em um biorreator ainda é animal, não vegetal, mas sem o componente de agricultura industrial, alguns vegetarianos e veganos podem estar inclinados a amar seus frangos e comê-los também.

No processo de criação e abate de frangos, por exemplo, eles são levados a uma sala banhada por luz negra, que os mantém calmos. A cada dois segundos, os funcionários pegam um frango e o penduram de cabeça para baixo, onde uma máquina massageia sua parte toráxica, o que lhes dá uma sensação calmante, depois os pássaros ficam atordoados por um pulso elétrico antes de entrar no quarto da morte, onde uma navalha corta suas gargantas quando elas passam. Um trabalhador confere se o abete foi bem sucedido, caso contrário ele mesmo concretizará o abate.

O processo laboratorial, entretanto, é muito mais clínico. A empresa colhe células vivas do animal através de uma biópsias, o que não exigem a morte do frango. Em seguida, isola as células que têm maior probabilidade de crescer e alimenta-as suavemente em biorreatores semelhantes a tanques em uma sopa de proteínas, açúcar e vitaminas.

Não se sabe se os americanos estão suficientemente perturbados com essa substituição do alimento básico da hora do jantar. Mas por enquanto, essas empresas têm maiores desafios para chegar ao mercado, como por exemplo a regularização do produto pelos órgãos de controle, e a liberação do uso do nome carne ao invés de produto cultivado em laboratório.

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