Saúde

Se proteja do AVC com esses hábitos simples

Se proteja do AVC com esses hábitos simples

As práticas regulares de exercício e a manutenção de um peso adequado estão entre as dicas de um estudo publicado no Journal of the American Heart Association.

A doença cerebrovascular é uma condição em que um vaso sanguíneo que transporta sangue para o cérebro fica bloqueado ou rompido, causando paralisia na parte afetada do cérebro. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV), uma em cada quatro pessoas terá um AVC.

A cada seis segundos alguém no mundo sofre um AVC. Há 80 milhões de sobreviventes, uma população maior do que a França. E 80% dos AVC podem ser evitados com medidas simples tais como uma dieta equilibrada, controle da tensão arterial elevada e atividade física.

Todos os dias reduz o risco de doença. É o que mostra um estudo publicado na edição de 20 de Julho do Journal of the American Heart Association, que descreve os sete melhores hábitos para evitar o AVC, que se seguiram a 11.568 adultos com idades compreendidas entre os 45 e os 64 anos durante quase 28 anos. Este estudo confirma que a mudança de fatores de risco relacionados com o estilo de vida, tais como o controle da tensão arterial, pode ultrapassar o fator genético de ter um AVC.

Os principais fatores de risco estão relacionados com um estilo de vida sedentário, obesidade e excesso de peso, má alimentação, tabagismo e consumo de álcool, que estão associados a uma baixa qualidade de vida. A tensão arterial elevada, o colesterol elevado e a diabetes são fatores de risco importantes.

Como reconhecer se está tendo um AVC e como proceder.

Todas as pancadas são emergências, por isso é importante agir rapidamente. Quando os sintomas começam a aparecer, há apenas um período de tempo limitado para os tratar. No hospital, a equipe médica avaliará as características e o tipo de AVC para determinar o melhor tratamento. Pode ocorrer em qualquer idade, inclusive em crianças. Contudo, é mais comum em pessoas na casa dos 50 anos e a taxa de incidência tende a duplicar a cada década a partir dessa idade.

Hábitos:

Não comer embutidos e industrializados – Comer uma dieta saudável tem muitos benefícios, incluindo a prevenção de doenças e a obtenção de vitaminas, minerais, proteínas e outros nutrientes para o corpo. Apontar para um padrão alimentar saudável que inclua vegetais e fruta, proteínas com baixo teor de gordura, frutos secos e sementes.

Não fumar – os fumantes de cigarros têm o dobro do risco de desenvolver uma condição de AVC em comparação com aqueles que não fumam durante toda a sua vida. Diz-se que a nicotina e o monóxido de carbono no fumo do tabaco danificam o sistema circulatório, abrindo caminho para o AVC. A combinação de contraceptivos e o tabagismo aumenta muito o risco de AVC.

Fazer exercícios – o exercício regular reduz o risco de AVC e também atua para prevenir outros problemas de saúde, tais como diabetes e ansiedade. Um estilo de vida sedentário pode levar a uma pressão arterial elevada, colesterol elevado e obesidade. Para adultos, recomenda-se duas horas e meia de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade física vigorosa por semana. As crianças devem ter 60 minutos todos os dias, incluindo brincadeiras e atividades esportivas.

Manter um peso adequado – o excesso de peso está ligado a doenças tais como diabetes e hipertensão, que são fatores de risco de AVC. Manter um peso e um índice de massa corporal adequados é essencial para evitar este problema.

Controlar a pressão arterial – A pressão arterial elevada é uma das principais causas de AVC e o fator de risco controlável mais importante. Ataca os vasos sanguíneos e reduz a função de vários órgãos, incluindo o coração, o cérebro e os rins.

Monitorar o colesterol – é importante evitar alimentos ricos em LDL, também conhecido como mau colesterol – o excesso promove a acumulação de placa gorda nas artérias, o que pode impedir o fluxo sanguíneo e causar acidentes vasculares cerebrais. Uma grande acumulação de colesterol no sangue pode levar à formação de coágulos sanguíneos, que podem causar derrames.

Não comer muito açúcar – Pode ocorrer glicose sanguínea elevada quando não há insulina suficiente no corpo, ou como resultado de problemas tais como um estilo de vida sedentário, obesidade ou uma dieta rica em doces e carboidratos. A monitorização dos níveis de glicose no sangue é essencial para a prevenção de derrames.

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